
O que leva uma criatura a querer entrar no Big Brother Brasil, dando a cara à tapa pro país inteiro poder julgar e dizer se você presta ou não, se sua personalidade é forte, ou fraca, se você tem caráter e valores, levando o ser humano a se despir de pudores e mostrar a alma na frente das lentes imperdoáveis de um grupo televisivo, talvez a vontade de poder responder a simples pergunta: “Quem sou eu?”, mesmo achando que já se conhece, seja a real motivação para tudo isso. Claro que o prêmio de um milhão e meio de reais é bastante atrativo, e quem não quer ficar milionário e famoso? A fama, outro grande atrativo que leva a participar do reality show.Muito foi especulado nessa edição sobre uma possível fraude na computação das porcentagens dos votos pela equipe que produz o programa “real”, que tem como única preocupação fazer um programa que venda publicidade e dê audiência, com edições muito bem formuladas, sem levar em consideração a verdade dos fatos, mostrando que a mídia transforma e modifica a opinião das pessoas, desde o paredão do ex-confinado Michel, até o resultado da final que contou com a participação da musa brasileira do axé Ivete Sangalo, embalando com seus hits de maior sucesso e fazendo mais polêmica com os fatos que sucederam durante os três meses de confinamento dos Brothers, tendo como resultado o campeão e agora milionário “El Marcelo Douradon” que logo após sair do confinamento prometeu para Joseane um carro; se houve ou não fraude isso nunca será provado, mas que de acordo com o gosto popular, em qualquer ambiente social que se vá, Dourado nem ao menos teria chegado nem na metade da edição, pois sua popularidade nunca foi alta. A transformação do vilão em mocinho gerou polêmicas, onde o mesmo foi inúmeras vezes criticado e especulado sobre discriminação, onde também nada foi comprovado. Fica mais uma vez o dito pelo não dito, no país onde o leva e trás predomina em todos os sentidos.

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